QUADRO COMPARATIVO ENTRE PERSONAGENS DE SÉTIMO SENTIDO E A VIAGEM:
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“Relevância”
ou Função Dramatúrgica do Personagem |
SÉTIMO
SENTIDO (TV Globo, 1982) |
A
VIAGEM (TV Globo, 1994) |
Característica
ou Perfil do Personagem |
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Protagonista
“nº 1” / Protagonista |
Luana
Camará (Regina Duarte) |
Otávio
Jordão (Antônio Fagundes) |
Heroína,
sensitiva / Herói, sensitivo. Luana sofre com o dom ainda não controlável da
clarividência e o problema da possessão espiritual pelo espírito de Priscila
Capricce, E lá pela metade da novela, faz uma sessão de regressão espiritual,
quando recorda de sua vida passada e descobre que já foi imã de Priscila em
outra vida e com ela tem uma dívida de gratidão. Já Otávio sofre por não
entender várias situações de dejà vu, momento que imagina já ter vivido ou
passado pela mesma situação e pessoas que já conhece antes encontrar ou
reencontrar e por quem nutre sentimentos aparentemente “inexplicáveis”.
Também faz uma sessão de regressão,
e descobre que em outra vida já havia
sido enamorado de Diná e acabou matando o irmão dela, Alexandre, pois este, ciumento e
contrário com à relação do casal, iniciou um duelo mortal com o objetivo de
separar o casal que se amava. Desde então, Diná e Otávio tentam se unir
novamente, e Alexandre continua com ideia de impedi-los |
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Protagonista
“nº 1” / Coadjuvante |
Luana
Camará (Regina Duarte) |
Estela
(Lucinha Lins) |
Heroína
sensitiva (chamada por alguns de “bruxa”), bondosa, altruísta e empática
(para usar uma palavra da moda); clarividente e paranormal no caso de Luana |
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Coadjuvante/Protagonista |
Helenice
(Beth Goulart) |
Diná Veloso
(Christiane Torloni) |
Heroína,
porém egoísta, ciumenta e obsessiva em certa medida (na mesma linha de
algumas das “Helenas” de Manoel Carlos) |
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Protagonista
“nº 1” / Protagonista |
Luana
Camará |
Diná |
Espírito
(encarnado/desencarnado) sensitivo, bondoso, altruísta e empático;
clarividente e paranormal no caso de Luana |
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Coadjuvante |
Jorge
Palmeira (Otávio Augusto) |
Alexandre
Veloso (Guilherme Fontes) e Ismael (Jonas Bloch) |
Vilão
interesseiro, rebelde, rancoroso e vingativo, com poucas chances ou desejos
de regeneração (o que só ocorreu ao final com Alexandre) |
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Coadjuvante |
Sandra
Rivoredo (Natália do Valle) |
Lisa
(Andreia Beltrão) |
Heroína,
mulher prática e independente, dedicada ao trabalho, sofisticada e empoderada
(caso de Sandra) ou humilde e batalhadora (caso de Lisa) |
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Coadjuvante |
Érika
(Lisa Vieira) |
Carmem
(Suzy Rêgo) |
Heroína,
trabalhadora humilde e batalhadora, mulher romântica sem vaidade exagerada,
amiga de todas as horas (das boas e das ruins). A primeira também tem um leve
complexo e alguma baixa auto-estima por causa de sua deficiência numa perna,
decorrente de uma seqüela de poliomilite na infância |
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Coadjuvante |
Rubens
(Edwin Luisi) |
Mascarado
(Breno Moroni) |
Parceiro
romântico (o primeiro de Érika e o segundo de Carmem). Homem sensível e com complexo
de baixa auto-estima (devido a uma deficiência visual –cegueira – no caso do
primeiro; e a uma deformação facial em conseqüência de ferimentos sofridos em
acidente) |
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Coadjuvante |
Santinha
– Maria Santa – Rivoredo (Eva Todor) |
Cininha
(Nair Bello), Fátima (Lolita Rodrigues) e Guiomar (Laura Cardoso) |
Heroína.
Mulher romântica, com educação tradicional, preocupada e com alguns
sentimentos de compaixão com os filhos/filha, embora levemente histérica e
carente no lado emocional |
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Coadjuvante |
Danilo
Mendes (Cláudio Cavalcanti) e Rudi Rivoredo (Carlos Alberto Riccelli) |
Téo
(Maurício Mattar) |
Herói.
No início, casado ou comprometido com mulher ciumenta, passional e, por
vezes, “barraqueira”. Separa-se amigavelmente e busca um amor maduro e
compreensivo (menos Rudi que não tendo “coragem” de se separar, (na verdade
mais por uma “recomendação” da censura de evitar que se levasse ao ar
qualquer cena que revelasse a simples menção à ideia de crise conjugal),
permanece indeciso por um longo tempo e demora a se entender com a esposa |
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Protagonista-antagonista-par
romântico da protagonista / Protagonista-par romântico da protagonista |
Tião
Bento – Sebastião Bento Vilaça (Francisco Cuoco) |
Otávio
Jordão (Antônio Fagundes) |
Herói.
Homem experiente, dedicado ao trabalho e bem sucedido nos negócios ou na
profissão; já viveu um relacionamento amoroso intenso (no caso do primeiro,
vários e todos instáveis; e no.caso do segundo, um casamento pleno de amor e
felicidade com a falecida mãe de seus filhos). Solteiro/Viúvo |
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Coadjuvante |
Valério
(Armando Bógus) |
Tibério
(Ary Fontoura) |
Homem
solitário e reservado, pessoa meio celibatária, dado a amores e paixões
platônicas |
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Coadjuvante |
Célia
(Jacqueline Lawrence) |
Dr. Alberto
(Cláudio Cavalcanti) |
Amiga/o
e conselheira/o espiritual. Dedicada/o à ciência (parapsicóloga, no caso da
Célia, e médico, no caso do Alberto) e ao humanismo |
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Coadjuvante |
Uiara
(Neuza Caribé) |
Sofia
(Roberta Índia do Brasil) |
Jovem
humilde e romântica, grata aos amigos e familiares pelo apoio e acolhimento
em situações difíceis (a primeira veio de uma aldeia indígena em relação à
educação formal/tradicional e a segunda se descobriu grávida. sozinha e
enganada pelo pai do bebê) |
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Coadjuvante |
Henrique
Palmeira (Fernando Eiras) |
Zeca
(Irving São Paulo) |
Jovem
tímido/blasè e romântico, músico
talentoso que procura uma chance para exercer a sua profissão dignamente;
encontra finalmente a garota dos seus sonhos com quem deseja se unir. O
segundo foi um pouco desonesto e, de início, usou de alguns meios desonestos
ou mentiras para se aproximar da moça |
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Coadjuvante |
Gilson
Pratini (Reynaldo Gonzaga) |
Alberto
(Cláudio Cavalcanti) e Carlota (Mylla Christie) |
Amigo
e conselheiro. Homem honesto, solidário e caridoso (o primeiro é um advogado
e procurador de pessoa física e o segundo um médico e colaborador de um
centro espírita). Já Carlota é um ser espiritual do plano astral, no caso um
anjo, também amiga e conselheira (como o Dr. Alberto é no plano terreno),
surgindo na novela na fase após a morte de Otávio |
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Protagonista
“nº 2” / antagonista |
Priscila
Capricce |
Alexandre
Veloso (Guilherme Fontes) |
Anti-heroína
/ Anti-herói. Jovem rebelde e inconseqüente (a primeira é uma atriz
excêntrica que não mede muito as conseqüências de seus atos; e o segundo é um
auxiliar de escritório irresponsável que comete roubos e pequenos delitos,
que numa dessas ocasiões, tem um desfecho trágico, procurando sempre negar as
suas culpas e a sua própria consciência quase até o final da trama). A partir
de determinada fase, espírito em busca de reparação de danos ou de regeneração
(no caso de Priscila quase desde o início da trama; e no caso de Alexandre,
quase no final) |
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Protagonista
“nº 1” / Coadjuvantes |
Luana
(Regina Duarte) |
Guiomar
(Laura Cardoso), Téo
(Maurício Mattar), Tato
(Felipe Martins) e motorista do caminhão que colidiu de frente com o carro de
Otávio (ator não creditado) |
Pessoa(s)
“escolhida(s)” por um espírito obsessor ou obsediador para ser obsedada e levada
a interferir na vida terrena desta(s) ou de outra(s) pessoa(s) que foram ou
são seus desafetos. No caso de Luana, a “possessão” espiritual resultava até
em benefícios para a personagem, uma vez que o espírito de Priscila a
“libertava” de sua timidez excessiva e de sua resignação a convenções (bem
como acordos e consensos) sociais hipócritas e a situações injustas para que
a personagens pudesse “cometer loucuras” e confrontar os opressores. Com a
“possessão” total pelo espírito “obsediador”, Luana “adquiria ou assumia a
personalidade” de uma espécie de super heroína. Um lance meio de história em
quadrinho de super herói |
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Coadjuvante |
Cila (Isabela
Bicalho) |
Bia (Fernanda
Rodrigues) |
Criança/Adolescente
em fase de cuidados de criação e educação e formação de caráter |
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Coadjuvante |
Sara
Mendes (Nicette Bruno) |
Guiomar
(Laura Cardoso) |
Mulher
trabalhadora e justa, porém cansada e sobrecarregada. Deixa-se levar, muitas
vezes, por sentimentos negativos/influências espirituais nefastas |
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Coadjuvantes |
Mapy
(Myrian Pérsia), Renard (Adriano Reys) e Gisa (Tamara Taxman) |
Raul
(Miguel Falabella), Andrezza (Taís de Campos) e Tonho (Jorge Pontual) |
Casal
em crise conjugal e amante/pretendente a parceiro amoroso (com dois
diferentes desfechos; no primeiro caso, a esposa Mappy não suporta a idéia de
terminar um casamento ou ser preterida pelo marido que prefere outra pessoa,
“enlouquece” e comete homicídio contra ele; e no segundo, Raul e Andrezza têm
uma reconciliação e Andrezza não permite novos encontros casuais com
possibilidade de um novo relacionamento amoroso, e por isso é sincera e
dispensa o amigo que lhe corteja |
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Coadjuvante |
Gerusa
(Ruth de Souza) e Diana Borges (Sônia Clara) |
Glória
(Denise Del Vecchio) |
Secretária/governanta.
Amiga da família de Santinha / Luana/Priscila / Otávio e governanta /
administradora de Conservatório de Teatro, Música e Artes Plásticas.
Altruísta e responsável, tem altíssima estima por sua/seu empregador, que a
considera como alguém de sua família. Dá suporte emocional e espiritual aos
filhos de sua/seu chefe e aos colegas, transmitindo a estes, muitas vezes,
afeto fraternal ou maternal |
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Coadjuvante |
Harold
(Fernando Torres) |
Josefa
(Tânia Scher) |
Tio/Mãe.
Ente querido, familiar próximo, amigo, conselheiro e incentivador. No caso de
Harold bastante ligado ao sobrinho Rudi, mais até do que aos demais. E no
caso de Josefa, bastante próxima e amiga do filho único Téo |
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Coadjuvante |
Augusta
Capricce (Heloísa Helena) |
Dona
Marroca (Yara Cortes) |
Mãe/Mãe.
Pessoa com ascendência parental sobre pessoa(s) encarnada(s) (da protagonista
“nº 2” / da protagonista e do antagonista) ou sobre espírito(s)
desencarnado(s) (após a morte física da/dos personagens referidos) |
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