PARCERIAS, REENCONTROS, COINCIDÊNCIAS E CURIOSIDADES DE SÉTIMO SENTIDO (Fatos e destaques das equipes e da produção da novela)
– Para desenvolver a trama de Luana/Priscila, Janete Clair contou com a parceria da parapsicóloga nicaraguense Telma Tablada, que gerou uma grande discussão entre profissionais da área. A autora também afirmou que havia estudado temas relacionados a parapsicologia, paranormalidade e espiritismo por anos e, diante das insistentes e não raro polêmicas cobranças por explicações científicas precisas para o caso de possessão total por um espírito, declarou que antes de mais nada estava escrevendo uma obra de ficção. Fonte: Portal MEMÓRIA GLOBO;
– Regina Duarte e Francisco Cuoco já haviam sido colegas de trabalho,
protagonistas e par romântico em SELVA DE PEDRA, versão original, 10 anos antes
(Fonte: revista Veja, edição de24/03/1982, págs. 78 e 80);
– Regina Duarte e Carlos Alberto Riccelli voltaram a contracenar e foram
colegas de trabalho em VALE TUDO e na minissérie CHIQUINHA GONZAGA;
– Regina Duarte e Cláudio Cavalcanti, intérpretes de Luana e Danilo,
amigos desde a infância, já haviam sido colegas de trabalho em IRMÃOS CORAGEM,
versão original;
– Nicette Bruno e Regina Duarte voltaram a contracenar numa telenovela
em RAINHA DA SUCATA (quando interpretaram mãe e filha);
– Cláudio Cavalcanti e Natália do Valle já haviam sido colegas de
trabalho e par romântico em ÁGUA VIVA, e voltaram a contracenar em TRANSAS E
CARETAS;
– Regina Duarte já havia atuado em outras novelas de sucesso, do horário
nobre das oito, de Janete Clair: em IRMÃOS CORAGEM, versão original, como
coadjuvante; e em SELVA DE PEDRA e FOGO SOBRE TERRA, como protagonista;
– Francisco Cuoco já havia protagonizado três novelas das oito, de
Janete Clair: SELVA DE PEDRA, O SEMIDEUS (como co-protagonista) e PECADO
CAPITAL, versão original. E voltou a protagonizar a última escrita pela autora,
exibida no horário “oscilante” das dez, EU PROMETO. Atuou também como
co-protagonista no remake de PECADO CAPITAL, escrito por Glória Perez, para o
horário das seis;
– A atriz Heloísa Helena (1917-1999) tinha presença cativa nos elencos
das novelas de Janete Clair, considerada pela autora como uma atriz
“pé-de-coelho”. Participou de várias delas, como O ASTRO e EU PROMETO. Também
outros artistas preferidos e amigos de Janete, repetiram parcerias com a
escritora em SÉTIMO SENTIDO, entre eles Cláudio Cavalcanti (co-protagonista de
IRMÃOS CORAGEM, versão original, e destaque em PAI HERÓI), Edney Giovenazzi
(destaque em O HOMEM QUE DEVE MORRER e SELVA DE PEDRA, versão original) e Ênio
Santos (destaque em IRMÃOS CORAGEM e PECADO CAPITAL, versões originais)
(Fontes: revista Amiga e livro “Dicionário de Astros e Estrelas do Cinema
Brasileiro – 2ª edição”, de Antônio Leão da Silva Neto, Editora Imprensa
Oficial);
– Entre as atrizes cotadas para o papel de Luana/Priscila, antes de
Regina Duarte aceitar, estiveram cogitadas: Christiane Torloni e Suzana Vieira,
(Fonte: jornal O Fluminense); Para o papel da socialite Mapi Hilder, antes da
confirmação de Míriam Pérsia, havia sido convidada Aracy Balabanian, que não
concordou com o perfil da personagem (Fonte: revista Sétimo Céu);
– Carlos Alberto Riccelli teve uma atuação de grande destaque em SÉTIMO
SENTIDO, marcando a sua estréia na teledramaturgia da TV Globo. E por sua
excelente atuação, ganhou o papel de Márcio, em LOUCO AMOR, convidado pelo
próprio autor Gilberto Braga (Fonte: revista Sétimo Céu);
– Beth Goulart manteve sua carreira em ascensão nas novelas da emissora
carioca, na década de 1980. Vindo do sucesso avassalador de BAILA COMIGO (de
Manoel Carlos), como Débora, emendou com a Helenice, e logo depois, conquistou
um novo papel de destaque em LOUCO AMOR (de Gilberto Braga), como a Carla;
– Sônia Clara teve seu trabalho destacado como a diretora musical do
Conservatório de Artes Chiquinha Gonzaga e pessoa honesta e de total confiança
de Priscila Capricce. Em conseqüência e reconhecimento pelo seu ótimo
desempenho renovou seu contrato com a TV Globo, logo depois (Fonte: revista
Amiga), e ganhou um papel de maior destaque ainda em sua novela seguinte: a
Veruska de GUERRA DOS SEXOS, versão original (Fonte: revista Sétimo Céu);
– Tamara Taxman viveu um de seus melhores papéis na TV. Originalmente, a
personagem Gisa estava reservada para a atriz Débora Duarte (que havia sido
liberada de sua personagem na novela JOGO DA VIDA, de Sílvio de Abreu, pouco
tempo antes), mas esta, por motivos pessoais, preferiu não aceitar o papel.
Preferiu atuar numa brevíssima participação especial como uma das namoradas do
personagem Tião Bento. (Fonte: jornal O Fluminense). Já Tamara brilhou como
Gisa, operária da empresa Catarina (e líder de classe) e, do meio ao final da
novela, também caminhoneira, trabalho no qual a personagem se realizou
profissionalmente. A atriz voltou a brilhar nas novelas como a Dolores Estrada,
dona de uma companhia de artistas circenses e promotora de rodeios, na produção
da TV Manchete A HISTÓRIA DE ANA RAIO E ZÉ TROVÃO;
– Regina Duarte revelou à imprensa, ao final de SÉTIMO SENTIDO, que todo
o seu trabalho duplo, havia sido uma aventura deliciosa, embora tivesse sido
por outro lado muito intenso e exaustivo. Isso lhe fez desejar um período
de férias e descanso. Ela voltou a atuar em novelas cerca de um ano depois em
GUERRA DOS SEXOS, numa rápida participação especial cômica como mulher
misteriosa e desfigurada;
– Os autores Manoel Carlos e Sílvio de Abreu, colegas de Janete na Globo,
declararam-se na época, fãs e admiradores do trabalho da autora bem como da obra
SÉTIMO SENTIDO. Manoel Carlos, na ocasião, preparava os textos iniciais da
substituta do horário das oito SOL DE VERÃO, que também alcançou grande êxito;
e Sílvio de Abreu, vindo do sucesso surpreendente do horário das sete JOGO DA
VIDA (para a qual Janete havia contribuído com o argumento) foi chamado às
pressas para auxiliar Janete em alguns meses do final da novela, enquanto ela
se tratava de problemas de saúde. Sílvio aceitou prontamente o convite,
declarou na época que se sentiu muito reconhecido pela escolha da autora e pelo
próprio pedido da emissora, e que procurou escrever a parte da qual foi
responsável respeitando o estilo de Janete. Como um gesto de gentileza e
reconhecimento da autora pôde dividir a escrita do texto do último capítulo. (Fonte:
livro SÍLVIO DE ABREU – UM HOMEM DE SORTE, de Vilmar Ledesma, Coleção Aplauso,
Ed. Imprensa Oficial, 2005). Portanto, boa parte dos entrechos e diálogos dos
capítulos finais da novela teve a criativa e eficiente participação do escritor
Sílvio de Abreu;
– SÉTIMO SENTIDO teve muitas cenas externas gravadas em locações
diversas e inusitadas no Brasil e no exterior: o litoral baiano serviu como
cenário externo para breves tomadas de cenas submarinas dos mergulhadores Rudi
(Carlos Alberto Riccelli) e Jaime (Jonas Bloch) (a maioria das cenas submarinas
foi gravada numa piscina que reproduziu o fundo do mar construída especialmente
como cenário para as gravações de cenas submarinas da novela; a cidade de
Casablanca, no Marrocos, terra natal da personagem Luana, serviu de cenário
para a fase em que Luana retorna àquele país ao ser expulsa e extraditada do
Brasil; a cidade brasileira fluminense de Itacuruçá virou o cenário principal
da cidade fictícia de Pedra Linda, onde uma das fábricas da Empresa Catarina funcionava; A maioria das cenas foi feita no Rio de Janeiro, em estúdios da TV
Globo, em locações urbanas diversas e ainda na cidade e ilha de Angra dos Reis.
A cena do primeiro casamento de Luana/Priscila e Tião Bento, num ritual cigano,
a beira do mar, foram realizadas na praia de Grumari (Fontes: jornais O Globo e
Jornal do Brasil);
– Artistas e profissionais técnicos das equipes de produção de SÉTIMO
SENTIDO falecidos: Eva Todor, Ruth de Souza, Jacyra Silva, Heloísa Helena, Irma
Alvarez, Míriam Pires, Maria Della Costa, Monique Alves, Nicette Bruno, Carlos
Kroeber, Énio Santos, Cláudio Cavalcanti, Armando Bógus, Fernando Torres, Adriano
Reys, Sebastião Vasconcelos, Janete Clair (autora), Roberto Talma (diretor),
Yolanda cardoso e Jorge Fernando (diretor). (Fontes: livro “Dicionário de
Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro – 2ª edição”, de Antônio Leão da Silva
Neto, Ed. Imprensa Oficial; site Wikipédia e outras diversas).
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