- Zumbi, O Rei dos Palmares (TVE-TV Brasil / TV Cultura,
1996)
Concebida pelo diretor Walter Avancini, com roteiro de Carlos
Alberto Ratton e baseada na biografia da figura histórica do líder do Quilombo dos Palmares, a minissérie, produzida pela televisão pública estatal emissora TVE, teve como protagonista o ator Norton Nascimento e foi realizada em locações muito próximas ao real em Pernambuco. [Fotos: reprodução de material de divulgação da TVE-RS, de novembro de 1996, e revista Domingo, suplemento do Jornal do Brasil, de 5/5/1996]
- Trago Comigo (TV Cultura, 2009)
Parceria da TV Cultura com a SescTV, Trago Comigo, dirigida pela cineasta Tatá Amaral, fez parte do projeto Direções e marcou o retorno do ator Carlos Alberto Riccelli à televisão brasileira, depois de um hiato de 10 anos, como o personagem Telmo Marinicov, um diretor de teatro e ex-guerrilheiro durante o período de ditadura militar de 1964 a 1985. A minissérie foi reeditada para o formato de telefilme de longa-metragem, lançado comercialmente em 2016. [Fotos: pôster de divulgação do filme e TV Cultura]
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NOVELAS DESEJADAS PELO PÚBLICO BRASILEIRO PARA MÍDIA FÍSICA (BOX DE DVDS) OU REPRISE
NO GLOBOPLAY, NO CANAL VIVA OU NO VALE A PENA VER DE NOVO DA TV GLOBO:
- Sétimo Sentido (Globo, 1982)


Reinaldo Gonzaga (como Pratini) e Regina Duarte (em momento Priscila Capricce), em cena de Sétimo Sentido, de Janete Clair, novela de grande sucesso da 'maga das oito' até hoje não reprisada pela televisão brasileira. É uma das novelas mais lembradas em reação aos temas paranormalidade e espiritismo. E talvez um caso único de mocinha de novela que se transforma em "super-heroína", ao adquirir "super poderes", tal como personagens clássicas de histórias em quadrinho. Bom, talvez não tenha sido assim que autora concebeu a personagem, mas certamente foi em boa parte dessa forma que o público viu. compreendeu e curtiu a personagem. Teve locações internacionais no Marrocos. Os textos dos últimos episódios também contaram com o trabalho solidário de Sílvio de Abreu, na elaboração dos textos, visto que a autora estava impossibilitada temporariamente, devido a problema de doença. Com isso, a autora recuperou-se a tempo retomar a autoria e decidir o desfecho da novela. Mas, como retribuição ao colega, o capítulo final foi escrito de forma conjunta pelos dois autores. [Foto: TV Globo]
- Guerra dos Sexos (Globo, 1983/1984)

Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran): a Cumbuca e o Bimbo, personagens clássicos que lideraram a disputa hilária entre os personagens da clássica Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu, com colaboração de Carlos Lombardi e direção de Jorge Fernando e Guel Arraes. reprisada uma única vez dentro da faixa Sessão Aventura, em 1989. Simplesmente a novela mais emblemática do horário das sete da Globo da década de 80. Consagrou praticamente todo um estilo de humor para o segundo horário mais prestigiado da emissora. [Foto: TV Globo]
- Amor com Amor se Paga (Globo, 1984)

Frozina (Berta Loran) e Nonô Correia (Ary Fontoura) numa cena de sovinice extrema do seo Nonô em Amor com Amor se Paga, de Ivani Ribeiro. A trama seria totalmente cômica se não tivesse um tantinho de drama agridoce que tanto enterneceu o público da época. Talvez a trama tenha trazido o personagem mais sovina e misantropo da história da teledramaturgia brasileira, mas pode ser que não (pois o protagonista não era de todo anti-social: ele gostava de sair de vez em quando, especialmente para cobrar os aluguéis de seus imóveis). O texto contou com a colaboração de Solange Castro Neves. A novela foi reprisada em 1987/1988, na faixa Vale a Pena Ver de Novo. [Foto: TV Globo]
- Vereda Tropical (Globo, 1984/1985)

Silvana (Lucélia Santos), Zeca (Jonas Torres) e Luca (Mário Gomes) em cena do último capítulo de Vereda Tropical, de argumento e com supervisão de Sílvio de Abreu e escrita por Carlos Lombardi. A novela é até o hoje certamente o folhetim televisivo cômico mais bem sucedido a unir duas grandes paixões nacionais: novela e futebol. O personagem Luca era um talentoso jogador do Corinthians, que se envolve justamente com a batalhadora operária Silvana, mãe do menino esperto e travesso Zeca, que sonha em unir o casal. O primeiro capítulo teve participações luxuosas de Lauro Corona e Regina Casé. Teve ainda locações internacionais em Palma de Mallorca (Espanha). Foi reprisada em 1987, na faixa Vale a Pena Ver de Novo. [Foto: TV Globo]
- Corpo a Corpo (Globo, 1984/1985)


Ângela (Andréa Beltrão), Rafael (Lauro Corona), Osmar (Antônio Fagundes). a mãozinha e a carinha do garoto Ronaldo (Selton Mello) e Eloá Pellegrini (Débora Duarte), - e uma brasília amarela, clarinha, mas amarela -, todos chegando de (ou saindo para - oh, dúvida!) um passeio de final de semana bem ao estilo farofeiros. Outra pergunta que não quer calar é: o que diabos eles tanto olham fixamente para o horizonte? Seria o capeta em forma de gente? ... A resposta está em Corpo a Corpo, trama de Gilberto Braga com colaboração de Leonor Bassères, mas talvez a resposta nós, telespectadores brasileiros, não iremos saber tão cedo, pois o folhetim dramático e de altíssimo suspense, comparado aos melhores filmes de Alfred Hitchcock, foi apresentado uma só vez televisão brasileira, até o momento. A não ser que o Canal Viva nos surpreenda novamente e resgate o melhor da teledramaturgia made in Brazil. ... A novela teve luxuosas locações internacionais no Cairo/Egito e em Madrid/Espanha. Quer mais: teve Glória Menezes, Zezé Motta, Joana Fomm, Hugo Carvana, Marcos Paulo, Stênio Garcia e Flávio Galvão em grande estilo. E ainda marcou a estreia de Malu Mader, Luíza Thomé e Lília Cabral no horário nobre das 20 horas. Clássico icônico e incontestável! [Foto: TV Globo]
E como a foto acima (ótima por sinal, pois traduz muito bem a "carpintaria" ou a "engenharia" dramatúrgica de recomeço e de mobilidade social desenvolvida em Corpo a Corpo) pode ser enquadrada bem linha da série de livros infantis "Onde está Wally? em relação ao Selton Mello, considerei oportuno e interessante, postar também uma foto de divulgação deste ator brilhante, numa cena da novela. A foto foi publicada recentemente pela revista Minha Novela, na edição nº 1112, cuja capa também estou reproduzindo, para complementar a informação sobre a importância deste personagem infantil tão encantador e cativante, que conquistou um grande público já em seu primeiro trabalho como ator infantil numa novela de horário nobre e voltada ao público adulto.
Selton Mello como Ronaldo Pellegrini: talento notório como ator mirim
- América (Globo, 2005)


Sol (Deborah Secco) bem que tentou se esconder da polícia-milícia da imigração americana, embora ela também seja uma americanense nata, nascida e criada, e protagonista 'brasileira-não-desiste-nunca' da novela América. Resultado: não teve como deixá-la de fora desta minha/nossa lista. Todo mundo sabe, e a Globo e o Canal Viva também. Mas, ninguém até hoje sabe bem porque a novela da Sol não chegou ao Vale a Pena Ver de Novo. Acho que é porque os 'coyotes' das grades de programação estão numa fase mais tranquila ou cautelosa, considerando o sucesso de ibope das coringas manjadas da teledramaturgia também conhecidas como campeãs de re-reprises. Lógico: grande parte dos gringos estadunidenses, dos fãs de novelas ´água-com-açúcar', e de outros 'melindrosos-melindrados' que aparentemente torcem pela "moralização" das telenovelas não gostaram nadinha desta trama dinâmica e incomum, de autoria de Glória Perez e dirigida por Jayme Monjardim e Marcos Schechtman, que é um verdadeiro 'rodeio de emoções'. Claro: tem imigração ilegal, coiotes que agem como bandidos, o universo polêmico dos rodeios, o drama da cleptomania, expectativa não cumprida de beijo gay, crente falsa moralista que se revela uma sedutora provocante (para dizer o mínimo), etc. Bem, talvez a Globo pretenda lançá-la no streaming do Globoplay, na íntegra ou em uma nova edição. Os fãs da novela certamente torcem para isso aconteça. [Foto: TV Globo]
- Páginas da Vida (Globo, 2006/2007)


A médica boa gente Helena (Regina Duarte) com sua filha Clara (Joana Mocarzel) em uma cena icônica de Páginas da Vida, de Manoel Carlos,, com direção de Jayme Monjardim. Também é uma incógnita enorme o fato desta novela ainda não ter conquistado a honra de ser escolhida para o Vale a Pena Ver de Novo. Enquanto isso, outras tramas do autor criador e cronista de várias personagens Helenas e de uma representação feliz e criativa e de ampliação simbólica do cotidiano do moradores do bairro Leblon, especialmente a sua trinca primorosas de três novelas seguidas no horário nobre (Por Amor-Laços de Família-e-Mulheres Apaixonadas), frequentemente dão as caras como cogitadas para as reexibições ou entram de fato em cartaz nas sessões de reprise, com talvez os intervalos mínimos já registrados, e sem a menor consideração ao critério desejado pelo público de alternância de autores e estilos para as novelas exibidas nas faixas de reprises. A novela do horário nobre da TV Globo do período de 2006/2007 trata de temas que tem muito a ver com educação, cultura e e com temas políticos e sociais espinhosos, com bastante ênfase, sensatez e boa vontade. Por isso, certamente não faria feio no ibope caso fosse escolhida para uma eventual reprise no Vale a Pena Ver de Novo. Ou no Canal Viva. [Foto: TV Globo]
- Paraíso (Globo, 2009)


Maria Rita (Nathália Dill), a "Santinha", e José Eleutério ou Zeca (Eriberto Leão), o "filho do diabo", os protagonistas de Paraíso, escrita por Benedito Ruy Barbosa, com colaboração de Edmara e Edilene Barbosa, filhas do autor. Na verdade, toda a atualização do texto deve ter sido feita pelas filhas, pois trata-se de uma nova versão do folhetim escrito, produzido e exibido originalmente em 1982. também no horário das seis. Seja como for, a essência da trama permaneceu a mesma. E tornou-se até difícil escolher qual foi o melhor programa: o original ou o remake? Qual a melhor Rita: Cristina Müllins ou Nathália? Qual o melhor Zeca: Kadu Moliterno ou Eriberto? Difícil escolher entre dois excelentes produtos audiovisuais encantadores? Porém, devem reconhecidos, sem dúvida, o mérito da emissora de atualizar uma história clássica e irretocável, porém ainda assim possível de atualização ou "releitura". Feita essa observação, cabe lembrar o mérito de "Paraíso" ter sido uma das novelas precursoras em valorizar o meio rural e a preocupação ecológica. E de apresentar uma trama onde tudo flui naturalmente do início ao fim, tanto o aspecto romântico e dramático, como o lado cômico, brejeiro e leve de toda a ambientação da novela. Vale a Pena Ver de Novo, com certeza. E em 2016, já tivemos um pouco desse gostinho com o quadro Novelão do Vídeo Show. [Fotos: TV Globo]
- Amor à Vida (Globo, 2013/2014)


Bruno (Malvino Salvador), Klara Castanho (Paulinha) e Paloma (Paolla Oliveira) em um dos encontros (ou reencontros) mais emocionantes de Amor à Vida, de Walcyr Carrasco, novela por muitos por sido a primeira do horário nobre a quebrar um tabu, no caso, através da cena do beijo amoroso entre dois homens adultos, gays e em uma relação afetiva-sexual. Embora boa parte do público costumasse rejeitar a própria dramatização do retrato de homossexuais ou bissexuais nas telenovelas nacionais, neste caso em especial, graças em boa parte ao senso de humor irônico, tácito e explícito ao mesmo tempo de Félix (interpretado por brilhantismo por Mateus Solano), os drama existenciais e os flertes românticos que envolveram os personagens gays da novela foram de imenso encontro com o gosto ou com a empatia popular. Apesar das vilanias terríveis cometidas pelo personagem, o público, que prestigiou e deu imenso ibope à novela, absolveu e apoiou a sua livre expressão, e passou a torcer pela regeneração e pelo final feliz do protagonista, selado também com um beijo gay entre ele e o seu par romântico. A novela foi tema do quadro Novelão do Vídeo Show em 2016, em versão comentada e condensada 25 mini-capítulos. Um excelente de edição do extinto programa vespertino, que ajudou a quebrar preconceitos e muito contribuiu para preservar a memória da teledramaturgia brasileira. Um novo avanço possível seria, sem dúvida, uma reprise da novela na íntegra, no mesmo horário, sem cortes "moralizantes" ou mutiladores. Isto é, sem a eventual patrulha e intromissão de censores políticos e ideológicos tacanhos. [Foto: TV Globo]
- Sete Vidas (Globo, 2015)


Parte do elenco principal e equipe de produção de Sete Vidas, novela de Lícia Manzo, dirigida por Jayme Monjardim. Ao centro, os artistas Domingos Montagner e Débora Bloch, que interpretaram os protagonistas João Miguel e Lígia. O que se pode lembrar de cara e dizer a respeito da novela é que. A produção mostrou paisagens lindas, realmente deslumbrantes, das viagens do personagem principal filmadas na Patagônia, província da Argentina, que serviu de simulação para a Antártida, já a emissora julgou o local concebido como inóspito e perigoso. No entanto, o bom resultado das gravações de fato pareceu mesmo ter auxiliado tanto a produção quanto a compreensão da história pelo grande público conquistado pela novela. Com este trabalho exibido no horário das seis, a autora consolidou sua "veia dramática" e seu estilo de teledramaturgia naturalista e suave, sem maiores traços de maniqueísmo, bem semelhante ao do veterano Manoel Carlos. O que se pode dizer mais sobre esta novela excelente é, que de Lícia Manzo fez por merecer a sua aguardada promoção ao horário nobre da TV Globo. Nesta que é a sua segunda e mais recente novela apresentada enquanto escrita, abordou temas modernos e ousados, como inseminação artificial e novos tipos de família. Assim como em A Vida da Gente, tudo parece ter dado certo no decorrer da sua exibição original, e pela segunda vez, o público pôde e perceber um autêntico espírito coletivo de uma equipe muito entrosada, criativa e feliz em seu trabalho. Diversas fotos divulgadas do elenco da novela mostram muito bem esse clima contagiante. Vale a pena ver de novo, ou seja, merece reprise, com certeza.

[Fotos: TV Globo]
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