"FALECIDOS" ILUSTRES (E ANTES DOS CAPÍTULOS 01) DAS NOVELAS BRASILEIRAS

Nem nos momentos iniciais dos primeiros capítulos de suas novelas, esses personagens retratados estiveram vivos em cena. Eles já haviam morrido, partido desta para melhor (ou para pior, vai saber...), ou então, da vida terrena para outra dimensão. Mas, como almas carismáticas de imensa personalidade, continuaram vivos nas memórias, inspirações sombras e revivências de conflitos dilacerantes nas tramas espiritualistas sérias ou caricatas da teledramaturgia brasileira. Alguns até voltaram em flashbacks, com direito a intérpretes de carne e osso. Mas, se eles estão no Céu ou no Inferno, isso é provável que poucos telespectadores conseguirão afirmar, porque todos, absolutamente todos dessa lista, deixaram muitos assuntos pendentes por aqui nas telinhas. E em alguns pra mais de 200 capítulos. Nesta galeria, da esquerda para a direita, as imagens representam os "falecidos" Alice Stein (de A SUCESSORA), Malta Cajarana (de PAI HERÓI) e Major Cupertino, cultuado pela sua viúva Perpétua Esteves Batista (de TIETA). Fotos: Reprodução TV Globo e Gravadora Som Livre.

 

Confira uma lista TOP "FALECIDOS" ILUSTRES E CULTUADOS DA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA, de produções e personagens de novelas a partir de 1978:

1- Alice Stein (um retrato na parede; e "vivendo" nas lembranças do viúvo Roberto, da cunhada Germana, da governanta Juliana, e ainda "assombrando" a vida da protagonista Marina) em A SUCESSORA (1978-1979);

2- Malta Cajarana (Lima Duarte, que interpretou também o avô do protagonista André Cajarana) em PAI HERÓI (1979);

3- Bernardo Dumont (mencionado e reverenciado pelos irmãos Edgar e André, e "vivendo" nas memórias de sua amante interesseira Renata, também conhecida como Agetilde Rocha) em LOUCO AMOR (1983);

4-  Tio Enrico (um quadro na parede; e "vivendo" nas lembranças desgostosas do casal de primos e rivais Otávio e Charlô) em GUERRA DOS SEXOS (1983-1984);

5- Julieta Correia (mencionada e reverenciada por Frozina, sua fiel e dedicada empregada, e "vivendo" nas memórias de seu avarento e abusador viúvo Nonô) em AMOR COM AMOR SE PAGA (1984);

6- Eugênia Galhardo (Míriam Rios, que interpretou com maior destaque, e na totalidade dos capítulos, Ana Galhardo, a co-protagonista e filha mais velha justamente da personagem Eugênia com o protagonista Álvaro Galhardo) em BAMBOLÊ (1987-1988);

7- Leonardo Roitman (mencionado e reverenciado pelos irmãos Afonso e Heleninha, pela tia Celina, e com sua história profanada por sua mãe Odete) em VALE TUDO (1988-1989);

8- Raul Sintra (nome de rua, mencionado e reverenciado pela sua viúva Marina e pelas lideranças políticas da cidade de Tangará) em O SALVADOR DA PÁTRIA (1989);

9- Major Cupertino (dois retratos, sendo um em porta-retrato na sala e outro no quarto de sua viúva Perpétua; também cultuado por ela como um "objeto misterioso" motivo de inúmeras suspeitas por todos os outros demais personagens, por estar acondicionado, talvez embalsamado segundo a suspeita de alguns, dentro de uma misteriosa caixa branca) em TIETA (1989-1990)

10- Teófilo Muniz (vários retratos em porta-retratos da casa de sua família e também interpretado em cenas de flashbacks pelo ator Daniel Filho) em O SEXO DOS ANJOS (1989);

11- Elisa Berger (vários retratos em porta-retratos da casa de sua família, formada pelo pai Frederico, com quem teve os filhos Érica, Fred e Gui; também vivida em flashbacks e de "contatos" espirituais em sessões espíritas como um espectro ou espírito pela atriz Ângela Figueiredo) em ESPLENDOR (2000);

12- Marília Prudente da Costa (Alessandra Negrini, que viveu a mãe da Laura, para quem talvez transmitiu o seu desejo de justiça, ou de vingança, dependendo do ponto de vista, pois foi a primeira, e  talvez única, musa de verão" inspiradora da canção de sucesso do compositor Ubaldo) em CELEBRIDADE (2003-2004);

13- Marcelo Fontini (Deco Mansilha , em sua fase jovem, e por Flávio Tolezani, em sua fase de jovem adulto; simplesmente a vítima do crime de assassinato que desencadeou toda a trama ou o enredo da novela, ou seja, ele viveu o persongem-pivô de todo o conflito épico entre as personagens Flora e Donatela) em A FAVORITA (2008);

14- Cristiano Khoury (mencionado e reverenciado, bastante em silêncio, é verdade, por vários personagens como uma lembrança terna e também triste, pois morreu em decorrência de um acidente numa piscina, ocasionado por descuido de alguns deles, e passou a "viver' nos pensamentos, ressentimentos e traumas de seus pais César e Pilar, de seu irmão mais novo Félix e de sua babá Márcia do Espírito Santo) em AMOR À VIDA (2013-2014).

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